A asma não é só asma

Vivi na piscina
Muitos sorrisos, muitos “migulhos” e muita saúde: mamãe está aqui pra isso, filha.

Em um intervalo de 9 meses a Vivi passou por três internações em UTI Pediátrica, supostamente em virtude de uma super asma.

No dia 17/06/14 ela fez uma tomografia, para investigar mais a fundo seus pulmõeszinhos e tal.

A mãe que vos escreve, em 30/06/14, tirou coragem de onde não tinha e foi buscar o resultado do exame. Ao ler o laudo, logo vi que tinha algo errado, mas não tinha nome de doença. Mandei a foto para a pneumo pelo WA  e… Tarãããã! O diagnóstico: bronquiolite obliterante (doencinha rara, grave e sem tratamento) somada à uma atelectasia.

Mas o post não é para matar vocês do coração, ok? A doença em si não tem tratamento, mas há uma série de medidas para conter o avanço e todas já foram tomadas. E não se impressionem com o que encontrarem no Google.

Continuando…

Estacionei o carro no primeiro local que encontrei e fui dar meu escândalo particular. Uma filha; dois tipos de lesões pulmonares e uma mãe que tipo… Morreu por alguns dias. Até olhar pra ela me doía. Eu, que achava que já tinha chorado tudo durante a gravidez, o pós-parto e as visitas à UTI, constatei que tenho um reservatório de lágrimas de capacidade infinita (bem proporcional à minha força, gente, porque estou me sentindo uma guerreira imortal; uma Xena Highlander perde pra mim, certeza).

Mas esse papo de guerreira é de uns dias pra cá, viu? Vejam quais foram as fases do sofrimento…

Durante o restante do dia 30/06 eu basicamente chorei. Nos dois dias seguintes, que graças aos céus eram um sábado e um domingo, eu basicamente bebi. Como diz meu pai, algumas coisas na vida só vão com álcool. E assim foi. Mário passou o final de semana cuidando de mim, da casa e da Vivi, enquanto eu tomavas umas e outras nos almoços, jantares, jogos da Copa do Mundo… #mecritiquem  Mão não andei feito Heleninha Roitman por aí não, viu? Estava apenas sublimando.

Ainda estou me acostumando com tudo e organizando uma nova rotina (minha e dela).

Tenho que seguir um protocolo de “resgate” pulmonar ao menor sinal de crise, porque com as crises as lesões (que são irreversíveis) aumentam. Vejam que missão simples SQN: impedir que uma criança que normalmente tem três crises de asma por mês entre em crise de asma. Digaí!

Mas Papai do Céu é tão chapa e tem tanta pena desta mãe blogueira que, desde que recebemos o diagnóstico, Vivi não entrou em crise. As duas que tentaram se iniciar foram debeladas por mim e pela fisioterapeuta.

Uma coisa posso garantir: se ela tinha que passar por isso, nasceu da mãe certa. Porque estou prontíssima para cuidar, virar a ninja do resgate pulmonar, correr atrás de umas 20 segundas opiniões, usar protocolos alternativos, rezar de joelhos sem parar… Estamos aqui para melhor servir.

Mas se pudesse fazer um pedido, seria: nunca mais ver a Vitória em uma UTI. Costumo brincar dizendo que ela já estourou a cota hospitalar comigo, que nem quando ela for parir eu aparecerei no hospital.

Temos muito a nosso favor: Deus; o diagnóstico precoce; o fato de o desenvolvimento pulmonar ocorrer até os 8 anos; excelentes médicos; uma fisioterapeuta respiratória que, de primeira, caiu nas graças da Vivi; um equipamento que estamos comprando que vai ajudar a expandir esses pulmõeszinhos; e a própria Vivi, que se alimenta bem, dorme bem e toma seus remédios numa boa (quase sempre).

Não posso dizer que desejaria estar passando por isso, mas sou grata por poder adotar todas as medidas necessárias para que a Vitória fique bem. Teremos alguns anos de cuidados meio que intensivos e ela terá, se Deus quiser, uma adolescência e vida adulta bem tranquilas, pelo menos em termos pulmonares.

Fé, mamães! Como diz o meu sábio marido: Deus dá o frio conforme o cobertor. Quando se chatearem com uma febrinha ou com uma gripe que não passa, lembrem da Vivi. Porque quando eu me chateio porque ela tem BO, lembro de tudo que já vi nas UTIs Pediátricas da vida.

Beijos,

Bianca.

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