A escola que não encheu meus olhos, mas meu coração

Escola

Resolvemos tentar. Pondo de lado as recomendações médicas e buscando uma forma de canalizar toda a energia (cinética, elétrica, termoelétrica, eólica AND nuclear) concentrada na nossa filha, resolvemos que ela vai estudar.

Em fevereiro do ano que vem, com dois aninhos, a Vitória vai para a escola e já choro desde hoje #alouca. Vocês sabem que esta mãe neurótica, se pudesse, nem passearia, tamanho o pavor que tem que a filha adoeça. Imaginem o quão desafiador é, para a mesma mãe louca, levar sua filha todos os dias para dividir o espaço com outras tantas crianças e seus resfriados/gripes/viroses/e tudo mais característicos da idade.

Superada a fobia, ou melhor, controlada, visitei várias escolas e muitas encheram meus olhos, com suas megaestruturas, seus superprojetos pedagógicos, suas hortas orgânicas e seus minizoológicos. Mas perguntem se fiz pelo menos pré reserva para a matrícula em alguma delas? Não fiz.

Mãe (pelo menos a mãe que eu me tornei) só toma decisões cruciais para a existência da cria quando algo lhe toca o coração. E nenhuma dessas escolas me fez pensar que seriam capazes de dar o que uma criança mais precisa na primeira infância: todo o afeto do mundo.

E assim, a Vitória iria estudar. Só não se sabia onde.

Até que, à convite da minha cunhada, visitei uma escola que muitos chamariam pejorativamente de escolinha.  Salas de aula com janelões, dois parquinhos de areia, professoras, crianças e só. Tudo muito simples.

A Tia que me recebeu, atenta às peculiaridades sobre a Vitória que eu estava a narrar, muito objetivamente, me disse: nós podemos administrar a asma da sua filha, fique tranquila. Estímulos, interação com outras crianças, carinho e um cuidado especial com o trato respiratório: foi o que a profissional me prometeu e  me fez cair de amores.

Assim, minha dica para a escolha da primeira escola do seu filho: aquela que toque o seu coração e que atenda à sua criança. A Vivi, pelo menos neste momento, não precisa de um laboratório de informática e nem da uma sala climatizada. Ela precisa de um tantinho de cuidado com o que respira e de amor.

Quer saber? A escola mora dentro de cada criança, de cada um de nós. O nome disso é unschooling e ainda vamos falar muito sobre isso por aqui.

Beijos,

Bianca.

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