A ex do meu marido não trabalha

Como lidar?

“Olá, querida!

Sim, você é uma querida. Sim, queria ser 19% da sua bondade, tolerância, paciência… Queria, no passado!

Bia, tenho uma enteada, convivo desde os 12 meses de nascida, estou a oito anos casada e ela tem nove. Ou seja, convivo com ela desde sempre. Amo a criatura, ela consegue ser linda, educada, meiga, O clone(Graças a deus) do meu marido, por dentro e por fora. Enfim… Me considero a melhor boadrasta (Que eu mesma) conheço.

De fato, somos pernambucanas(eu, a enteada e a ex) rs. Ela passou muito pra me aceitar(a ex) aceitar que por mais que eu o tivesse conhecido nas ladeiras de Olinda (Ela morava uma rua atras da minha), sempre imaginou que por algum momento eu o roubei mesmo dela. Mas, de fato não foi isso que aconteceu…

Passados os anos, cá estamos. Eu, cada vez mais apaixonada por ele e pelo pacote dele, e com ela, me dando bem, na medida máxima que a educação permite. Até foto da linda trocamos por Whatzapp. Rs, quem imaginaria isso?!Agora moro em outro estado.

Mas, enfim… Concordo, apoio/Queria ser como, babo, falo “Owwww” COM seus posts… Mas, no que diz respeito a palavra Pensão, não! Acho que nós, mulheres podemos E DEVEMOS nos meter, sim! Ora, essa… Casamento é partilhar, dividir, aceitar(ou não), DAR sua opinião(Confesso que eu dou demais)…

No meu caso: A mãe levanta, sempre levantou e sempre levantará em todas as conjugações verbais a placa de “NÃO ESTOU TRABALHANDO” no momento… No momento? Filha, são 8 anos de MOMENTOS?!

E nessa… Meu marido, bom pai que é não quer deixar a criança desamparada, também não é trouxa, claro… E prefere que eles fiquem nesse acordo fora dos tribunais. Já eu, cheguei no ponto de imaginar que seria melhor ela por na justiça.

Existe esse tipo de mulher que me enoja… A que teve a criança, usa isso como técnica para conseguir dinheiro, não o repassa para a cria e tá tudo ok! O que você acha disso?”.

Imaginem esta cena no horário comercial de um dia útil. Não, esta mulher não está de férias e nem é rica de berço. Ela é sustentada pelo seu marido...
Imaginem esta cena no horário comercial de um dia útil. Não, esta mulher não está de férias e nem é rica de berço. Ela é sustentada pelo seu marido…
Preliminarmente (baixou a advogada), devo esclarecer que por aqui pode até rolar alguma bondade/tolerância/paciência, mas nada em níveis estratosféricos. Na verdade, eu quero ser feliz, querida leitora. Se, para ser feliz, tiver que engolir argentinossauros sapos, engolirei (desde que não engasgue).
Isso não quer dizer que não sinta raiva, não me chateie, não ache determinadas coisas absurdas… Isso quer dizer que só brigo pelo que vale a pena brigar. 
Já falei algumas vezes que, para nos relacionarmos com que tem passado, é necessário resiliência e sangue de barata além de cantar para o ebó subir. Continuo a acreditar nisso.
A mãe da sua enteada não trabalha e, pelo visto, não pretende trabalhar. Mas… O que você pode fazer? O que o seu marido pode fazer? Digamos que ele “coloque na Justiça” e ganhe. Ele vai conseguir dormir sabendo que algo está faltando para a filha? Que o aluguel não foi pago, por exemplo? Que a escola está atrasada?
Não me envolvo nestas questões financeiras, mas esse é o meu procedimento. Não critico quem se envolve. Só não acho que seja producente. Porque, mesmo que o correto seja que todos se esforcem e trabalhem para sustentar os filhos, não se pode obrigar ninguém a fazer o correto. E mais: a criança não pode ser a prejudicada pelo fato da mãe não trabalhar.
Agora se os valores pagos a título de alimentos não estão sendo revertidos em prol da criança, neste caso, acho que vale intervir.
Não perca seu tempo pensando que a mãe da sua enteada leva a vida como a personagem da nossa bem humorada ilustração. Não acredito que alguém seja feliz sem produzir e vivendo do que é do outro (no caso, do que é da filha).
Pense que, pela sua enteada, vale a pena relevar e fechar os olhos para a inércia da mãe. Pense que a sua enteada está crescendo e que em alguns anos a pensão perderá sua razão de ser.
Feliz por você, que está cada dia mais apaixonada pelo pacote e pelo pacotinho. Depois, me conta o que vocês resolveram? Espero que tomem a melhor decisão.

Beijos,

Bianca.

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