Adaptação de bebês ao meio aquático: em casa ou nas aulas de natação?

Tanto faz! :)

Bebês brincando

Vocês acompanham por aqui a saga da asma da Vivi e muitos amigos e leitores perguntam: ela já faz natação?

Não, nossa mocinha ainda não nada, por recomendação médica. Mas… Já está adaptada ao meio aquático, graças as brincadeiras na hora do banho e aos nossos banhos de mar, nos finais de semana.

Qual a idade a idade ideal para começar a nadar? Se a criança não pode nadar, ainda, o que podemos fazer em casa mesmo para adaptá-la à água?

Vamos às respostas!

Beijos,

Bianca.

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Natação 1

O bebê vem de um mundo mais silencioso que e menos agressivo que o nosso: o meio líquido, na barriga da mamãe. Por vestígios da gestação, bebês recém nascidos possuem reflexo natatório, o que não quer dizer que eles já sabem nadar.

Seria interessante para o bebê iniciar a natação a partir dos três meses de vida, mas como não existem piscinas apropriadas para a prática nesta idade, pelo menos em Recife, sugere-se que a atividade aquática se inicie a partir dos 6 meses.

Mas aos seis meses o bebê conseguirá nadar? Não.

Normalmente a criança só começa o aprendizado da natação propriamente dita a partir da independência no meio líquido, entendendo-se a natação não como o ato de se locomover na água, mas como a realização de um movimento ordenado e com as características de um dos nados.

A natação para bebês (crianças entre 6 meses e dois anos) é extremamente benéfica, não enquanto esporte, mas enquanto meio auxiliar do desenvolvimento motor. A água nos dá uma resistência progressiva e constante, que permite ao corpo do bebê ter estímulos diversos durante todo o período da aula.

Além de estimular positivamente o corpinho do bebê, estar na água também proporciona bem estar emocional por estimular o estabelecimento de um vínculo de confiança entre a criança e quem o acompanha durante as aulas (normalmente o papai ou a mamãe).

Mas nem todos os bebês estarão aptos a “nadar” aos seis meses. Foi o caso da minha filha.

Valentina entrou na escola muito novinha (aos 6 meses). Por este e certamente por outros motivos (ela era muito alérgica), ficava doentinha constantemente. Gripes e viroses eram frequentes. Todas as vezes que entrava na água da piscina, mesmo aquecida e sem cloro, nos dias que se seguiam ela ficava pior e com muita coriza. Assim, suspendemos a natação (importante salientar que a piscina não era coberta e a hora que ela nadava era no fim da tarde, início da noite).

O que fazer nesses casos?

Boa parte da adaptação na água, seja com seu bebê tendo aulas de natação ou não, pode ser realizada em casa utilizando algumas brincadeiras e artifícios:

1 – Ao dar banho no bebê, deixe que a água caia naturalmente sobre seu rosto, não passe a mão nos seus olhos;

2 – Procure fazer a hora do banho um momento prazeroso! Cante músicas, use brinquedos e estimule a criatividade;

3 – Use “bacias” e baldes em banhos que possam levar mais tempo, transformando esses utensílios em piscinas;

4 – O chuveiro é muito importante para a adaptação. Deixe a água corrente bater na cabeça do bebê, mas lembre-se do cuidado com os ouvidos;

5 – À medida que a criança for ficando um pouquinho mais autônoma, procure deixá-la sozinha em baixo do chuveiro e estimule para que ela abra os olhos e fale debaixo da água. Isso vai auxiliar no aprendizado da respiração da natação;

6 – Durante o banho elogie a água e diga o quanto ela é importante para nós e para o nosso planeta;

7 – O mais importante: divirta-se com seu filhote, dentro e fora da água.

Assinatura Carlos

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