Brincadeira, imaginação e aprendizado

Na infância é assim: a imaginação motiva e a brincadeira ensina

Você tem dúvidas sobre o fato desde menino estar voando? Ele não tem!
Você tem dúvidas sobre o fato desde menino estar voando? Ele não tem!

“Desde daí, menino! Você vai cair! Se cair e chorar, vai apanhar!”: nós não imaginamos o quanto essas frases são impactantes para um serzinho em pleno desenvolvimento.

A imaginação motiva e a brincadeira ensina: essa é a síntese do aprendizado na infância. Nós, educadores, embora queiramos cuidar e proteger, não podemos tolher o desenvolvimento infantil

Assunto super importante abordado na coluna de hoje, assinada por Carlos Kucera.

Beijos,

Bianca.

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Piscina

Não corre!! Não pula!! Desce daí!! Vai cair!!! Não pode!! Você não entendeu?! E a criança pensa: não!!

Essas frases, típicas de qualquer cuidador (pai, mãe, babá, professora…), embora retratem uma preocupação com o bem estar e a integridade física da criança, passam a seguinte mensagem: não aprenda, não vivencie, não experimente, não se desenvolva.

Além do próprio nome, NÃO é a palavra que a criança mais ouve durante a infância.

Leitores, precisamos aliviar! Brincar é instrumento da aprendizagem, não só motora como também cognitiva.

Nossa linguagem, comunicação e aprendizado constroem-se por associação. Se eu escrever “Miau”, automaticamente você lembrará de um gato. Por que? Porque nossa comunicação se dá através de símbolos construídos a partir de nossas vivências teóricas/práticas.

Se eu disser para a Valentina (minha filhota) a palavra “leão”, ela irá fazer “Rrrraaauuu, rrraaauuu”. Mas… Ao ver pela primeira vez um leão em um zoológico, ela chorou porque queria entrar na jaula para brincar com o animalzinho. Ou seja: apesar de ela saber identificar em uma figura qual é o leão, ela não sabe concretamente quem é este animal. E como saber? Através da vivência.

Se mandarmos uma criança agachar, correr, pular e rolar, sem lhe dar qualquer justificativa, a depender da idade, ela atenderá aos comandos. Por que? Porque elas criam um motivo imaginário que justifica aquela ação. Na hora de saltar, ela provavelmente imaginará que está passando por cima de um jacaré, bem grande. Correr, pra ela, pode ser voar. A criança dá sentido aos movimentos propostos (aos comandos) através da imaginação.

Assim, quando dou aula de natação, a prancha não é uma prancha; ela é uma lancha, uma moto ou mesmo um avião.

Agora imagine se nós, responsáveis pelas crianças, nos comprometêssemos a estimular o lúdico no cotidiano? De fazer com que todo contato fosse uma brincadeira, onde a imaginação rolasse solta?

Imaginar é o que motiva a criança. Se está difícil dar aquele remédio, seja criativo. Tente transformar um momento chato em brincadeira, em aprendizado. Como tomar remédio não é negociável, se a brincadeira não der certo, o jeito será recorrer ao método coercitivo tradicional. Paciência. Mas na maioria das vezes, dá certo!

Em resumo:

– Todo ser humano aprende por associação;

– A vivência é requisito para a realização de associações;

– O que desperta o interesse pela vivência é a motivação, ainda que imaginária.

Criança brincando, em movimento, é sinônimo de criança aprendendo.

Assinatura Carlos

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