Chilique, a gente tem por aqui

Bebe revolucionária

Aquele bebezinho fofo, distribuidor de beijos, deu um chilique. Aliás, teve um ataque. Com quem? Com a mamãe.

A Vitória dorme a noite toda há tempos, mas nunca foi boa de cochilo. Mas isso não significa que ela não sinta sono durante o dia. Ela sente, fica chaaaaaata e não que dormir.

Era domingo. PD3 e #aos12 jogavam XBox; #aos6 assistia desenhos; eu e Vivi brincávamos com cubos, bolinhas e tal. Até que ela perde a paciência e espalha os brinquedos, irritadamente. É hora de que? De cochilar.

Aí a mamãe aqui pega a criatura miúda no colo, leva para o quarto e tenta iniciar o procedimento pré-cochilo: sentar na poltrona, embalar, dar a chupeta, cantar… Eis que aquela coisinha antes somente fofa começa a se debater, chutar e empurrar a mãe! Pus a cria no chão e observei: se jogou no chão, tentou me bater, gritou e jogou a chupeta longe. Como proceder?

Tentei colocá-lá no colo novamente, dizendo que entendia que ela queria ficar acordada, mas que precisava dormir. Disse também que sabia o quanto era difícil se controlar, mas que estava ali para ajudar. Adiantou? Claro que não.

Dei as costas e fui para o meu quarto sentar e chorar. A danada começa a perambular pela casa aos berros, em busca de atenção. Mas a família toda entendeu e deixou o escândalo rolar. #aos12 veio me perguntar se podia pegá-la para brincar (solidariedade entre irmãos: muito amor, gente!) e eu disse que não.

O evento durou mais de 20 minutos! Constatado o insucesso do chilique e caindo de sono, ela entrou no meu quarto. Chorando, pediu colo. Dei colo, muito beijo e muito abraço. Ela dormiu, dormiu. Eu chorei, chorei.

A bebezinha fofa e carinhosa, do nada, vira uma criaturinha selvagem, fora de controle, que tenta estapear a própria mãe. O comportamento foi uma grande surpresa, apesar de característico da idade. Foi o assunto da semana na terapia, claro.

Fato: mais uma etapa do desenvolvimento atingida. Ela sabe que é gente, sabe o que quer e não tem a menor ideia de como se controlar.

Mamães, isso lhes espera por volta dos 15 meses. Alguns bebês farão antes, outros depois. É normal e faz parte da formação deles. Nosso papel é não perder o controle, não reforçar o comportamento e impor limites com amor. É fácil? Não.

Dar palmadas? Sou contra. Mas fui comentar isso com as amigas do trabalho e me disseram que ainda sou contra porque esse ataque não foi no supermercado ou no consultório médico. Bom… Ainda sou contra.

“Nossos” meninos têm 6 e 12 anos e NUNCA apanharam. Vamos ver como será com a menina…

Bianca.

bianca@naoeamamae.com

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