De repente madrasta

Fala que eu te escuto: meu marido descobriu que é pai de uma menina de 10 anos. E agora?

Estou precisando de uns conselhos. Tenho 8 meses de casada, no total de 4 anos juntos e meu marido descobriu há 3 meses que tem uma filha de 10 anos. A mãe da menina é uma ex ficante dele e que registrou a criança em nome de outro pai (outro ficante dela). Ela procurou meu marido quando o pai que registrou a criança descobriu que não pode ter filho. Nos pegou de surpresa, vamos entrar com o processo de reconhecimento de paternidade, mas no cotidiano não está sendo fácil para nós dois e para a menina, pois a mãe fica mansinha quando precisa de dinheiro. Mas quando meu marido quer participar da educação da filha e sair mais com ela, a mãe fica resistente.
Desde já agradeço pela atenção!!!

De repente madrasta

Acho que devemos começar com uma verdade quase universal: normalmente não estamos preparadas para ser madrasta. Temos alguma ideia da nossa função, mas só com o dia a dia, com a rotina, é que a gente vai entendendo como a coisa “funciona”.

Assim, começo te dando os parabéns, porque não identifiquei qualquer resistência sua à situação. Ao contrário: você está buscando uma forma de estar mais presente, de participar, assim como o seu marido. Não fosse assim você não teria escrito pra gente, não é verdade?

A primeira providência que eu indicaria vocês já estão adotando: ingressar com uma ação de reconhecimento de paternidade. Isto é fundamental, porque só a partir do resultado é que o seu marido passará a ser titular do poder familiar e serão resolvidas questões em relação à guarda (que atualmente, em regra é compartilhada), direito de visita (caso a guarda não seja compartilhada), alimentos e etc.

Vamos acreditar que a resistência da mãe é um cuidado, apenas? Porque é no mínimo delicado, para não dizer desconfortável, deixar que sua filha de 10 anos passe a conviver com um “casal de estranhos” de uma hora para a outra. Embora a mãe seja totalmente responsável pela situação e se mostre um tanto quanto inconsequente, acredito que o cuidado exista, sim.

Como está a criança? Ela tem sido receptiva à aproximação? Imagino como não deve estar a cabecinha dela, que tinha um pai que “deixou de ser pai” e já foi “substituído”. Esses vínculos não se dissolvem da noite para o dia e nem sei se devem realmente ser dissolvidos. Acredito que, neste contexto, o mais saudável para a criança seria ter mais um papai. Mas talvez não seja possível, o que é totalmente compreensível.

Estar com a filha é um direito do seu marido. Talvez uma boa conversa com a mãe resolva. Tenham paciência e priorizem o bem estar da criança. Se neste momento só está sendo possível ajudar financeiramente e conviver esporadicamente, que seja assim.

Com o passar do tempo a criança desejará estar com vocês e o esperado é que a mãe respeite este desejo. O começo é sempre delicado, pode acreditar. Mas… Caso a resistência não diminua, o único ente que pode intervir de forma efetiva é o Judiciário.

Você, madrasta recém empossada, procure funcionar como um elemento pacificador. Conflitos surgirão e o seu posicionamento é determinante. Você tem o poder de fazer com que as dificuldades sejam superadas com maior tranquilidade, de mãos dadas com o seu marido.

Beijos,

Bianca.

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2 Respostas para “De repente madrasta”

  1. Fernanda

    Olá… estou grávida de uma menina e tenho 2 enteadas que moram com a
    mãe, mas vem para nossa casa de 15 em 15 dias, a mais velha nem tanto,
    pois já é uma adolescente e tem outras “prioridades”, mas nos damos bem.
    Ocorreu que estava eu pensando na minha filha, no aniversário de 1
    aninho dela, na festa que vou querer fazer para comemorar e me veio a
    dúvida… “convido a mãe das minhas enteadas para a festa?” Achei as
    duas respostas, sim e não, e fiquei indecisa. Ela não é nada minha, mas é
    mãe das irmãs da minha filha! Em 4 anos de casados, nunca convidamos
    ela para nada, aniversário das meninas em nossa casa (quando fizemos),
    minha formatura, e etc. Conversei com meu marido e ele disse que não tem
    nada a ver convidá-la (hoje meu marido e a ex se dão bem, são sociáveis, mas a separação foi bem conturbada na época há 7 anos) mas sei lá, agora me tornando mãe, fiquei
    pensando nas meninas, acho que elas gostariam desse convite. Me ajuda?

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  2. K

    Estou namorando ha 4 meses com um rapaz que já gostava antes, ele já vem querendo namorar CMG ha um bom tempo. Quando fizemos um mês de namoro perdi a minha virgindade com ele, pois já sentia confiança e amava ele e ele a mim. Passou uma semana e uma ex de dois anos atrás que ele ficava antes de mim, ligou pra ele enquanto ele estava do meu lado, ele disse que tava namorando e que não era pra ela procurar ele mais, ela começou a chorar falando que a menstruação dela tava atrasada e que estava gravida. Eu fiquei super mal desde aquele dia. Ela fez o teste, e realmente tava, quando ele foi na minha casa pra me dar a resultado, eu já tinha falado com ele um dia antes que ia terminar, que não queria dividir ele com ninguém, que o meu sonho era casar e ter filhos, uma familia que fosse minha! Acabou que começamos a chorar e eu decidi enfrentar essa situação com ele do que o ter que perder. Mas as vezes fico muito mal pois fico pensando quando essa criança nascer, tenho medo dele preferir a criança do que eu, que dar prioridade pra ela do que pra mim. Ele me ama demais e me da todas as provas disso, e eu tbm o amo, não sei o que fazer, to muito triste. Não quero perder ele, quero ate aceitar isso, ele me pediu isso, falou que ele abriria mao de qqr coisa por mim senão fosse isso, que não pode largar a criança,e eu ate concordo, mas me sinto mal. E pra piorar a situação, ele vive em outra cidade, a mesma que a mae da criança. Ele não tem nenhum contato com ela, pois ficou com ódio depois disso que ela fez, pois descobriu que foi planejado da parte dela, para prender ele. Ela ate chegou achar que tínhamos terminado por causa disso.. Mas não. Não abro mao dele. Só não sei como lidar quando essa criança nascer. Me ajudem!

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