Dicas para lidar com o vômito emocional

Criança enjoada 2

E durante a saga da adaptação escolar, eis que surge o tal do vômito emocional.

Ontem a Vivi vomitou a caminho da escola. Como ela tinha começado o dia com um escândalo apoteótico porque não queria nem vestir a farda, imaginei que ela tivesse forçado a barra para “romitar”, como ela diz.

Nesta perspectiva, voltei pra casa, dei banho e voltamos para a escola, justamente para fazer cair por terra qualquer esperançazinha dela de que “romitando” ela conseguiria não ir para a escola.

Hoje o vômito foi lá mesmo. Assim que a deixei com a professora, a mocinha botou para fora o seu parco desjejum. Assisti tudo escondida, pela janela, mas deixei que a professora e a coordenadora resolvessem a parada.

Dei um tempo lá fora e entrei para ver se a situação estava sob controle. Estava. A mocinha se encontrava na sala da coordenadora, já recomposta, esperando para tomar banho e iniciar suas atividades em absoluta normalidade.

Só amanhã saberemos se ela entendeu que não adianta vomitar para tentar impor vontades de qualquer natureza. Mas claro que já conversei com a melhor psicoterapeuta do mundo, Mônica Torquato, para receber orientação adequada sobre como lidar com esta nova marmota este comportamento.

Nós devemos entender que através desta manifestação a criança demonstra estar ansiosa e que a forma mais eficiente de ajuda-la é CONVERSANDO.

A primeira providência é perguntar o que a criança está sentindo. Ela precisa entrar em contato com o sentimento (medo, abandono, raiva etc) para, a partir daí, lidar melhor com a situação.

Quem é a pessoa mais indicada para ter esta conversa com a criança? A mãe ou o pai. Mas pessoas próximas, como a vovó ou a babá também, podem intervir.

blog-amigo-da-saude

Investigue a causa da angústia do seu filho e pondere sobre a forma com a qual você está lidando com a tal causa. No nosso caso, como o gatinho para o comportamento foi a adaptação escolar, estamos analisando os erros e acertos dos adultos cujos comportamento são determinantes para o êxito do processo: eu, #pd3 e professora.

Logo após o episódio do “rômito”, não demonstre irritação com a sujeira, não se destempere e tenha paciência. Lembre que uma reação sua exagerada pode reforçar o comportamento e que a criança precisa ser amparada.

Se você acha que já tentou de tudo mas seu filho continua vomitando, procure a ajuda de profissionais.

Para ler mais sobre ROMITAR e sobre a importância de ouvir o seu filho, com os ouvidos e com o coração, clique aqui.

Beijos,

Bianca.

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