Distanciamento entre madrasta e enteada

O que fazer?

“Sou madrasta há 03 anos. Minha enteada reside com a mãe e de 15 em 15 dias passa os finais de semana com meu namorado. Desde o início do relacionamento minha enteada e eu nos demos muito bem.

Entretanto, percebi que a situação para a criança não era nada fácil na casa materna. Ela sofre alienação parental, pois, com perdão da expressão, a mãe engravidou para dar o golpe da barriga, todavia, como não conseguiu se casar com a pai da criança (meu namorado) como pretendido, a todo momento distorce a figura paterna e dos avós com a criança.

Como a família de meu namorado tem uma condição financeira bem melhor que a da mãe, não deixam faltar nada para a criança e arcam com todos os gastos, mesmo assim, a mãe mandava a criança destruir objetos na residência paterna, bem como veículos, bem como mandava que não obedecesse a ninguém, dentre outras coisas.

Tentei orientar meu namorado a levar minha enteada a um psicólogo, sem êxito. Neste período de convivência fui vivenciando situações que não eram ideais para uma criança e sempre tentei conversar com meu namorado a respeito; porém minha sogra sempre intervém e ele acaba sem me dar ouvidos.

Hoje minha enteada conta com 05 anos. O comportamento dela é altamente sexual para a idade (parece uma criança de 10 anos). Sempre que estou presente percebo que a minha enteada não respeita o pai e os avós, fazendo falta de educação, respondendo, e quando não é prontamente atendida no que quer faz pirraça. Meus sogros (que são ótimas pessoas para mim) não permitem qualquer tipo de correção para com a criança.

Argumentam que passam muito tempo longe dela e que a forma que encontraram de compensar é comprando tudo o que a criança pede quando está com eles, fazendo todas as vontades, e não corrigindo, porque dizem que já passam tão pouco tempo com ela que vão corrigir? vão bater? não podem fazer isso.

Diante destes vários acontecimentos, e por ter uma noção de educação e minha criação foi bem diferente desta, acabei me distanciando da minha enteada. Não sinto mais nenhuma satisfação em estar com ela, pois sei qual será o mau comportamento que terá; e isto tem acarretado muitas discussões entre eu e meu namorado, que não entende meu ponto de vista, por mais que eu seja sutil ao falar, aconselhe a procurar um profissional, dentre outras coisas.

O comportamento da minha enteada já está, de certa forma, incomodando outras pessoas da família dele e amigos da família também, que dizem preferir não ter muito contato com a criança por se sentirem  desconfortáveis com seu comportamento, e  os avós não aceitam que se fale coisa alguma.

Para “agravar” minha situação, estou grávida. O que foi bem aceito por ambas as famílias. O problema é que agora mais que nunca quando faço algum comentário com meu namorado, ou se já não consigo tratar minha enteada como antes, meus sogros dizem pelas minhas costas que estou assim só porque estou grávida, como se eu estivesse competindo minha gravidez com a filha já nascida, o que não é verdade.

Vi nos seus posts sobre seus enteados, que são carinhosos e amáveis com você. O que fazer quando a situação não é esta? E quando você já não consegue mais conviver direito com a criança?

O desabafo é grande, mas a angústia é muita”.

Família

15% de mim quer te dizer: mantenha distância dos problemas que fogem ao seu controle, cuide da sua gestação e do seu relacionamento.
85%  pensa que sua enteada não é responsável pelo próprio comportamento e que qualquer pessoa próxima que tenha condições de ajudá-la deve ajudar. Mas essa pessoa é você?
A inadequação comportamental é responsabilidade dos pais. Veja bem: não estou falando de culpa, mas de responsabilidade. Entretanto… Se os pais não estão lidando com a situação como deveriam, por que não tentar se reaproximar?

Entendo que você não tenha mais tanto prazer na companhia da sua enteada e que o mais confortável seja se afastar. Mas… Essa gravidez te encherá de amor à cada dia, mais e mais, infinitamente.

Você deseja uma família feliz, como a da ilustração fofinha acima, e sua enteada é parte dessa família. Deixe o amor tomar conta e, naturalmente, vocês se reaproximarão.

Cuide da irmã do seu filho. Não importa o procedimento do pai, da mãe ou dos avós. Faça a sua parte. Se sua parte for ser chata, seja. Sua enteada é crescida o suficiente para perceber que você estará “sendo chata” por se importar com ela. Criança precisa de amor, de limite e de “chatice”. Isso eu posso garantir!

E digo mais: seu filho(a) vai amar sua enteada! Você se emocionará ao ver como o seu bebê agitará de felicidade ao ver a irmã sempre que ela voltar da casa da mãe.

Você vai conseguir. Sigam juntas, boadrasta e enteada, do jeito que der. Certamente as coisas não serão como você deseja, mas tudo pode melhorar.

Muito amor para esta família que está crescendo.

Beijos,

Bianca.

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