Dois Natais

Aqui em casa é assim, pessoal!

Vivi Noel

Ainda é Natal lá em casa. Aliás, o “Papaiel” (Papai Noel) passará por lá hoje de novo, acreditam? É que meus irmãos têm duas casas, gente. Aí, teremos dois Natais.

Eles ficaram com a mãe deles e eu viajei com papai e mamãe para Fortaleza, para visitar meus ancestrais. Ancestrais = gente que dá “aná” (guaraná) e “colate” (chocolate) na hora que a gente quiser, até de manhã!

Ouvi que esse ano foi difícil para a nossa família, porque tivemos muitas perdas. Tipo assim: gente indo encontrar com o Papai do Céu. Pelo que entendi, esse pessoal não volta mais e um dia nós vamos encontrar com eles. De acordo com a mamãe, vai demorar. Enquanto isso, a gente fica com saudade.

Saudade é aquilo que a gente sente quando o que a gente gosta não está perto. Por exemplo: sinto saudade da minha “pepeta” o dia inteiro, porque só me deixam ficar com ela quando vou dormir. Sinto saudade dos meus irmãos, porque às vezes eles estão comigo, às vezes não. Agora que voltamos pra casa, estou com saudades da Vovó, que ficou em Fortaleza. Ou seja: saudade é tipo fome, sede, sono… A gente sente todo dia.

Na noite de Natal, fiquei acordada até as duas da manhã. Os adultos acham que a agitação decorreu de uma overdose de “cacola” (coca-cola). Foi meu primeiro evento “open bar”. “Cacola” e “aná” à vontade. Coisa fina! Mas fiquei acordada porque queria curtir o pessoal. Tantos beijo, tantos abraços, tantas brincadeiras… Eu não queria perder, né?

Disseram que Natal é o aniversário de Jesus. Mas não teve bolo. Também não vi ninguém dando presente pra ele. Eu ganhei vários. Talvez entender o Natal de verdade seja coisa de gente grande.

Pra mim, Natal é ficar com quem a gente gosta e sentir saudade de quem não está perto. Hoje tem mais.

Beijos,

Vivi.

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