Ela não quer comer

Café da Vivi

Quando a mãe fica feliz porque a filha almoçou, há algo de podre errado no reino da alimentação.

Vivi ficou mais de um mês doentinha, com uma prolongada crise de asma, o que alterou completamente a sua rotina alimentar. Como ela ficava muito indisposta, eu oferecia leite à vontade e quando ela tomava 30 ml era uma felicidade só. Almocinho e jantar estavam fora de cogitação. Ela trancava a boca.

Nesse cenário, as refeições não tinham horário e passei a oferecer qualquer coisa: pão, biscoito de leite, pedacinhos de fruta, iogurte, tudo na tentativa de fazer com que ela forrasse a barriguinha para que a medicação não fizesse mal.

Resultado: ela ficou boa e continuou se recusando a fazer refeições. Tentando acertar, errei feio. Deixei que ela pensasse que: comia o que queria, na hora que queria e em qualquer lugar da casa.

Para retomar a ordem, foram adotadas algumas medidas. Como está dando certo, achei por bem compartilhar com vocês.

1 – Abolimos o cadeirão e passamos a servir as refeições em uma mesinha;
2 – Mesmo que ela jogue comida no chão, não interrompo a refeição (estou tentando acreditar que é descoberta e não desinteresse/desrespeito pela comida);
3 – É permitido comer com as mãos, sozinha, da forma que ela quiser;
4 – Estão proibidos alimentos sem valor nutricional (pão branco, biscoito, bolo etc);
5 – As refeições são revidas em horários fixos; não quis comer, aguarda até o próximo horário.
6 – Leite, só duas vezes ao dia.

Aos poucos, ela está voltando a se alimentar bem. Mas o café da manhã de hoje, que acordei cedão prá fazer, ela não quis. Macaxeira, ovo e maçã foram esnobados.

Bianca.

bianca@naoeamamae.com

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