Eles eram dois, mas eram um

Miguel mamando

Há alguns meses postei esta foto da Dona Renata, que durante uma cerimônia de casamento, usando um vestido adaptado para lactantes, sob o olhar do seu #PD5, com toda a naturalidade inerente à maternidade, amamentou para quem quisesse ver o caçula do casal.

Não consigo parar de pensar nela e no esforço tremendo que fará para seguir em frente. Como viver o próprio sofrimento quando se tem que prover emocionalmente cinco filhos?

Ela vai conseguir, por certo, porque mãe tudo suporta. Na verdade já está conseguindo, posto que o que se noticia é que ela, firme como uma rocha, junto aos filhos, recebe em sua casa amigos, familiares e políticos.

Ao tempo em que chora e afirma que isso não estava no script, se dedica ao bebê Miguel e a quem mais lhe demandar.

Mas e a esposa? Em que momento ela terá o direito de se desesperar por ter perdido a pessoa com quem dividia a vida desde a adolescência?

Acredito que muito da serenidade da Dona Renata, em um momento invivível, vem do coração de uma esposa que fez com que a dedicação ao marido fosse dedicação a ela própria. Eles eram dois, mas eram um.

Ela, como ninguém, sabia que estar ao lado do amor da sua vida, pai/mãe dos seus filhos, é uma dádiva.

Estar ao lado é breve, tal qual a existência. Por isso, cuidar bem do seu amor é prioridade zero. Aliás, cuidar do seu amor é cuidar de si.

Nem pêsames nem condolências. Às Donas Renatas envolvidas nestas tragédia e em tantas outras mando forças e amor, para continuar ou recomeçar.

Pra nós, fica o desejo de aprender o quão valioso é o hoje.

Beijos, abraços e cuidados não podem ficar para amanhã. Todo o resto pode.

Bianca.

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