Festa do Pijama

Vivi fará 05 anos amanhã e vai ter bolinho na escola. Combinamos de fazer as comidinhas em casa, em família, observando as (imensas) limitações culinárias da minha pessoa, obviamente.

Tia Ana vai fazer bolo e brigadeiro; eu e Vivi faremos pão de queijo e sanduíches de pinguins.

Vocês sabem que Vivi não é de princesas e curte muito as brincadeiras que a maioria entende como “de menino”.

A convivência dela com os meninos na escola é intensa e, muitas vezes, ela não aguenta.

Durante muitos meses ela “apanhou”, até que finalmente dominou a técnica do “bateu, levou, chamou o adulto”.

Sempre que ela chega chateada, narrando os “incidentes”, meu discurso é:

– você só deve brincar e conviver com quem lhe trata bem; – mamãe pode lhe orientar, mas a escolha é sua;

– é você quem deve estabelecer os limites da brincadeira;

– as meninas adoram brincar com você e elas são tão legais quantos os meninos; brinque com elas também!

Saímos para comprar coisinhas para a festinha da escola e surgiu outro assunto: a festinha em casa.

Pois é… Combinamos de fazer uma festa do pijama, só para meninas. Ideia dela, gente, mas super apoiada por mim e por Mário.

Mas, no carro, a pequena veio, toda sentida, conversar e pedir para chamar só um menino.

É um menino que ela adora (e eu também!), mas que nem sempre quer brincar com ela; às vezes bate; às vezes bate e leva… E na semana passa disse que ela era a única que não tinha mochila nova na sala (lei tudo sobre o “incidente mochila aqui).

Esta instabilidade é estruturante. Muitas vezes a gente gosta mais do que “é gostado”; ora a gente rejeita, ora é rejeitado. E a vida não é assim?

Nosso diálogo:

👧🏻 – Mãe, eu queria convidar um menino para a minha festinha do pijama.

👩🏻 – Quem?

👧🏻 – xxxxxxxxxxxxx

👩🏻 – Mas ele não lhe chateou de novo? E a festa não era só para meninas?

👧🏻- Você precisa entender que muitas vezes xxxxxxxxxx é chato, mas ele também faz coisas legais. Ele gosta de mim, de Pokémons… E quer vir pra minha festinha do pijama, tá?

É empatia, amor ao próximo, resiliência ou o maior chush da história dos crushs da primeira infância?

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