Filha de dois anos ensina mãe a ser gente

UAU

Vivi está bem, apesar da asma que insiste em aparecer pelo menos três vezes por mês. Mudamos de médico. Mudamos a medicação e estamos investigando.

Está numa fase deliciosa!

Tomou o primeiro banho de mangueira com água fria, no vento, na selva

Banho de mangueira

Comeu chocolate no último final de semana como se não houvesse amanhã…

Coelha

Anda modelando por aí…Piscina

Está curtindo a escola, dorme bem, canta e dança o tempo inteiro. Vive intensamente os seus dois aninhos.

Mas nem tudo são flores, nem mesmo quando se tem dois anos. Ou são? Será que sou eu que não vejo as flores?

De ontem pra hoje ela fez 3 cintilografias. Na primeira, tomou uma dosezinha de material radioativo e ficou por mais de uma hora parada, dentro de um scanner (sei lá o nome daquilo).

Exame 1
Enquanto a mãe chorava, supostamente sem que ninguém visse, ela… Tipo… Nem aí? Reclamou ao ser colocada na maca, mas logo se recompôs e, como vocês podem ver, deixou rolar. Assistiu umas mil vezes o clipe da festa de aniversário, depois ouviu umas quinhentas e cinquenta vezes o hit “Pai Francisco”, da Galinha Pintadinha… E o exame acabou.

Hoje, além de ficar paradinha, ensaiou um sorriso para a câmera, segurando as mãos do papai.

Exame 2

Não sei nem o que dizer.

Sofri muito por ela ter que fazer tantos exames. E de que adiantou? Todos seriam feitos, com a maluca da mãe sofrendo ou não. Ela levou numa boa. Ela estava preparada, estruturada e organizada emocionalmente para passar pelos procedimentos. Por que eu não estava, pelamorde? Afinal, quem tem que segurar a onda de quem?

Não faço o estilo mãe judia para o público em geral. Sofro caladinha e, se perguntarem, a resposta sempre será: está tudo bem.

Não sei se devo aumentar as sessões de terapia ou então simplesmente aceitar que, sempre, pela vida inteira e FOREVER, tudo que puder de alguma forma fazer com que a minha filha sofra vai me fazer sofrer. Também é uma opção aprender com ela, dançar conforme a música e aceitar o que não pode ser mudado.

Há alguns meses, enquanto eu chorava liiiiiitros acompanhando a mocinha na UTI, ela brincava com a sua boneca. Na verdade ela cuidava da boneca: medicando, ninando, pondo para dormir…

Fato é que Vivi, altamente desenrolada, tem uma mãe que tenta, mas não administra tudo com a tranquilidade que gostaria. Aceito o dramático lifestyle ou mudo para viver melhor?

Beijos,

Bianca.

bianca@naoeamamae.com

Instagram: @blognaoeamamae

No facebook: Blog Não é a Mamãe

 

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Filha, mamãe tem muito o que aprender com você. Tenha paciência.

 

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3 Respostas para “Filha de dois anos ensina mãe a ser gente”

  1. Virginia Ory

    Querida, muito já mudou! Até banho de mangueira ela já tomou e você nem enfartou!!!
    O fato é que sempre, SEMPRE, sofreremos que o que possa fazer eles sofrerem, seja uma picada de mosquito ou um exame complicado… mas fato também é que eles sobrevivem ao nosso sofrimento (muitas vezes não estão nem aí, pra falar a verdade), então, sobrevivamos também! Beijo

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    • Bianca Spessirits

      Tô aqui toda sobrevivente e pronta para repetir um dos exames na próxima segunda.
      O banho de mangueira foi o início de uma mudança interior materna (veja que profundo kkkkkkk).
      Beijos,
      Bianca.

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  2. Ana Paula Cabral

    Oi Bianca, tão lindo ver como a Vivi tão segura, tão serena, vc ta fazendo um excelente trabalho, esse é um dos resultados. Sei como é difícil essa situação para nós, sei bem como é já passei por várias dessas. Mas estamos fazendo o melhor que podemos para amealhou parte de nossas vidas. Beijão.

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