Gente que namora há oito anos…

Eu e #pd3

Eu e #pd3

Por causa dele:

– moro numa casa com densidade demográfica semelhante à da China;

– terças, quartas e quintas viram sextas com facilidade;

– meus índices de frescura, frivolidade e futilidade diminuíram significativamente;

– o umbigo deixou de ser o principal órgão do meu corpo;

– aprendi a debater a relação e conversar sobre coisas do coração (ele curte; eu detestava administro);

– consegui ser livre o suficiente para dividir (em uma escala bem maior do que a programada) o que penso o sinto (através deste honorável blog);

– aprendi que amar é aceitar, respeitar, tolerar e mandar se lascar desconsiderar de vez em quando;

– parei de dançar até o chão. Ele acha inadequado. Paciência;

– achei que casar seria uma opção (nunca curti projetos “para sempre”);

– consigo rir das mesmas histórias cansativas da sua infância e adolescência, contadas infinitas repetidas vezes nas reuniões de família;

– quis trazer ao mundo uma coisinha, metade minha, metade dele, que nos dá felicidade e trabalho infinitos;

– deixei de querer ser a vice presidente mundial do universo intergalático, passando inclusive a considerar isso uma grande merda bobagem;

Ele, os meninos (que são dele) e a minha filha (que também é dele), me fizeram outra Bianca. Mais simples, mais feliz e com mais sentimentos (ex ursinho carinhoso coração gelado).

Ontem fizemos juntos à anamnese psicopedagógica da escola da Vivi, aquela entrevista na qual a psicóloga devassa a intimidade familiar faz perguntas relacionadas à família, ao casamento, à rotina e à saúde, buscando informações que interfiram no desenvolvimento escolar e emocional da criança. Ao final, a psicóloga disse: vocês são realmente um casal. Parabéns!

Pois é, marido. Todo mundo sabe que somos realmente um casal. Tipo comparsas. Tipo dupla dinâmica.

Amo você.

Bianca.

Comente, compartilhe! :)