Hipertensa. Oi?

Hipertensa, eu.

A pessoa vai inocentemente fazer o exame oftalmológico para renovação da CNH e sai de lá direto para a emergência. Pressão arterial 18 por alguma coisa.

Veja bem: atividade física regular, alimentação ok, 35 anos, 49 kg, colesterol de atleta. Mas, e dai?

Sou ou estou hipertensa? Provavelmente sou. 97% sou, considerando o histórico familiar. Choquei com a notícia.

Choquei mais ainda com a única recomendação da cardiologista, além da medicação: acalmar-me. Isso é praticamente dizer que devo me tornar outra pessoa.

Falo rápido, penso rápido, faço supermercado pro mês inteiro em uma hora (contabilizando a fila), decido rápido (não necessariamente adotando a melhor medida), pego no sono rápido, troco de roupa e faço maquiagem rápido… E se continuar assim, posso empacotar rápido (#mimimi).

Vamos combinar que nos últimos dois meses o nível de estresse foi estratosférico. Filha em UTI tira qualquer um do prumo (penso eu).  Não sei se isso é resultado de não dormir, não comer, não poder chorar decentemente (porque nem dava tempo) ou não dividir com alguém o pavor que eu tinha daquilo tudo. É contradição flagrante, eu sei, mas sou reservada. Nenhum amigo nos visitou no hospital e não dei um telefonema sequer para contar o que estava acontecendo.

Mas também é fato que muitas pessoas passam por isso sem adoecer. Pensando bem, tinha que acontecer. Né?

Não tenho plano A nem B. Vou ali pensar.

Bianca.

bianca@naoeamamae.com

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