Hospital Santa Joana – A nossa experiência

Pediatria SJ

Já contamos aqui que a Vivi foi hospitalizada há poucos dias. Se fosse escrever hoje sobre o que isso representou mim, o drama do post ganharia fácil, mas muuuuito fácil, de “E o vento levou” + “Pássaros feridos” + “Lendas da paixão” + “A cor púrpura”.

Assim, não como mãe, mas como consumidora dos serviços prestados pelo Hospital Santa Joana e como editora de um veículo de comunicação, vou tratar objetivamente da internação de uma criança, do atendimento na emergência até a alta.

TRIAGEM

A paciente chegou ao hospital com o pulmão fechado. As atendentes logo reconheceram a gravidade do quadro e recebemos atendimento imediato, antes mesmo da autorização do plano de saúde.

EMERGÊNCIA

A médica plantonista, extremamente preparada e humana, tirou a paciente da crise aguda de asma com uma série de nebulizações. Com muita habilidade, comunicou aos pais que a criança teria que ficar internada e que, como precisava de monitoramento médico 24 horas, precisaria ficar na UTI.

UTI PEDIÁTRICA

A Unidade de Tratamento Intensivo Pediátrica do Hospital Santa Joana está em reforma, em razão do que está funcionando provisoriamente em apartamentos. É categorizada como humanizada por permitir que um acompanhante fique com a criança dia e noite, durante toda a internação.

Mais uma vez encontramos médicos amorosos, que em momento algum trataram a criança somente como paciente. Os exames eram precedidos de conversas, afagos e até de passeios no colo.

Logo se iniciaram sessões de fisioterapia respiratória, duas vezes ao dia, as quais contribuíram muito para a melhora da paciente.

O alerta foi o seguinte: na segunda noite na UTI a enfermeira não apareceu para dar a medicação das 2:00 e nem das 4:00am.

Mãe de UTI não dorme, a gente sabe. Mas NÃO É RESPONSABILIDADE DO ACOMPANHANTE DAR O MEDICAMENTO AO PACIENTE E NEM AVISAR AOS PROFISSIONAIS DO HOSPITAL que está na hora da medicação.

Dei o medicamento às 02:15 am, aproximadamente, e me dirigi ao posto de enfermagem para avisar. Às 04:10, como ninguém apareceu, mais uma vez dei o medicamento.

Triste conclusão: uma paciente da UTI ficaria sem medicação se a sua acompanhante houvesse dormido.

Para esclarecer: o medicamento era Aerolim e ficava conosco, juntamente com o espaçador. Os demais medicamentos (Alegra, Predsim e etc) não ficavam com a gente.

PEDIATRIA

Após a alta da UTI, fomos transferidos para o apartamento. Ao entrar, de pronto senti o cheiro de mofo. Localizamos infiltrações e pontos de umidade no local, chamamos a enfermeira, relatamos a situação e falamos da nossa preocupação, considerando que a criança estava internada por estar com asma.

Após algum tempo, tivemos a seguinte resposta: podemos transferi-los para outro apartamento, mas só temos um disponível, que é muito barulhento por ser ao lado da copa. Infelizmente a informação não era verdadeira. Havia vários apartamentos disponíveis no mesmo andar. Um deles, inclusive, era utilizado para que funcionários assistissem TV.

INSTALAÇÕES FÍSICAS

O ambiente é adaptado para acolher crianças, com figuras decorativas coloridas nas paredes, bonecos e um mural para exposição dos desenhos dos pacientes.

Há brinquedoteca, que pode ser frequentada por qualquer paciente internado, desde que haja autorização médica.

Se não houvesse mofo no apartamento, diria que as instalações físicas são excelentes.

COPA

As refeições  foram servidas pontualmente e havia a preocupação em atender às necessidades da criança. O cuidado era tanto que, antes mesmo que fossem solicitadas, chegavam as frutinhas para o lanche. Chupetas e mamadeiras eram lavadas e esterilizadas rapidamente.

HIGIENE

O lixo do apartamento é recolhido várias vezes ao dia; a roupa de cama é trocada uma vez ao dia; tudo é muito limpo, na verdade.

Após um acesso de tosse, a Vitória vomitou por todo o apartamento. Chamamos a enfermeira e prontamente veio uma funcionária para higienizar o ambiente. O problema é que utilizaram CLORO EM PÓ para a limpeza.

De fato, o ambiente ficou limpo. Entretanto, houve uma piora significativa na asma da Vitória. Sem comentários.

ENFERMEIRAS

Algumas extremamente disponíveis; outras não. Algumas extremamente cuidadosas e carinhosas com a criança; outras não. Algumas pontuais com a medicação; outras nem apareceram para dar a medicação.

MÉDICOS

Irretocáveis. Tiraram a Vitória de uma crise grave, sempre com muito carinho, não só com ela, mas conosco.

Nossa filha teve alta. Está em casa, graças a Deus e aos cuidados que recebeu dos profissionais do Hospital Santa Joana e da sua querida pediatra. Entretanto, acredito há muito o que melhorar para que efetivamente a “cidade esteja em boas mãos”.

Hospital Santa JoanaBianca.

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