Mãe é um bicho preocupado

gato preocupado

Estamos em plena semana internacional de comemoração do meu aniversário. É assim: durante os sete dias que antecedem a data, nós fazemos coisas legais (coisas legais = coisas que eu gosto).

Sábado curtimos o mar; domingo comemos coisas fritas das barraquinhas do Bairro do Recife; segunda não fizemos nada porque fiquei passando mal tamanha a quantidade de frituras ingeridas; ontem fomos ao cinema; hoje não sei o que vai rolar (vai depender da chuva, né, São Pedro?).

A questão é que eu, que era um bicho extremamente relaxado, virei um bicho preocupado. Virei mãe. Se disser que estou curtindo loucamente as comemorações, não é verdade. Ontem mesmo, depois do cineminha, lá estava eu meio chorosa, para a surpresa do PD3.

É que a louca aqui está preocupada com a rotina da filha, que escala e arrasta móveis, liga e desliga todos os eletrodomésticos, tenta abrir e fechar todos os armários e gavetas, pelo seguinte: ela não tem o que fazer.

A Vivi, como todo bebê de 1 ano, está cheia de energia, louca prá descobrir o mundo, mas não pode. Por conta da alergia respiratória, ela ainda não pode ir para a escola, hotelzinho ou qualquer aglomerado com crianças. Conto nos dedos as vezes que ela foi ao shopping ou ao supermercado, mas lembro perfeitamente que todos esses eventos foram sucedidos por crises de asma.

A clausura é tanta que na última sexta, o que seria uma simples ida à padaria virou um escândalo. Pão é a sua iguaria preferida e ela nunca tinha visto tanto pão junto. Resultado: além de não parar de gritar “pooooom”, “quéééééé” e “indááááá”, ela se jogava para os braços das pessoas e tentava comer os seus lanches. Morri de vergonha.

Posso compartilhar mais uma tristezinha? Administro na boa ela não poder ir ao shopping ou ao supermercado. Da mesma forma, entendo que ela só poderá ir para a escola aos 3 anos. Mas fico arrasada porque ela não pode passear com a gente.

A Vivi tem restrições, mas os meninos não. Assim, nos finais de semana, passeamos com os meninos, mas a menina fica. Ou seja: além de não estarmos em casa durante a semana em virtude da rotina de trabalho, nos finais de semana nos ausentamos para fazer a programação dos irmãos.

Como não adianta chorar, considerando que essa é a condição da vidinha dela no momento (porque ela vai melhorar dessa asma, né Papai do Céu?), preciso tornar o nossa casa divertida e estimulante.

Essa é a minha missão do momento e será o meu presente de aniversário: transformar a casa em um mundo divertido enquanto a Vivi não poder curtir o mundo lá fora.

PS1: Deus, mais uma vez venho agradecer por ela só ter asma. Sei que o Senhor entende que não estou reclamando, mas só dando uma choradinha básica porque sou humana. Um beijo e, mais uma vez, muito obrigada por ela estar aqui conosco.

PS2: o tema musical do post foi “I just don’t know what to do with myself”, por White Stripes. Não coloquei o vídeo aqui porque as imagens são de uma cidadã sensualizando no pole dance. Desculpe, Sophia Coppola. ; )

Bianca.

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