Mãedrasta atleta wannabe, além de só pensar em comer, fica dolorida após treino

O que fazer?

Esta sou eu, após o treino.
Bianca após o treino. ABAFA!

A pessoa, disciplinada que é, tem treinado regularmente. Prefiro as aulas de dança, vamos combinar, mas não deixo a sala de musculação.

Musculação é tudo na vida do ser humano. A proprietária do corpo logo percebeu mudança na “consistência” do que antes era por demais gelatinoso. Sem dar risada, beleza? Na minha idade ser gelatinosa é a regra, infelizmente. Mamãe pura massa muscular é coisa rara.

Mas, após o treino, às vezes fico dolorida. E com vontade de comer tudo que aparece na frente. E com vontade de comer de novo (nada que preste, fique claro). E, depois da vontade de comer muitas vezes, vem a vontade de dormir.

Ainda assim, comer não é problema, considerando que minha meta é ganhar peso. (por sinal, nem um grama ganhoo até o momento). O problema mesmo é ficar dolorida.

Devo suspender os treinos quando ficar assim? A dor é sinal de que o treino foi eficiente? O que posso fazer para diminuir o incômodo?

As respostas para estas e outras perguntas são do Jéfter, Coordenador Geral da Equipe Técnica e Sócio-diretor da UNIC, a academia parceira do nosso projeto #relaxaobigode.

Beijos,

Bianca.

bianca@naoeamamae.com

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Fadiga muscular

Uma aluna me questionou: “Eu treinei tão pesado ontem e nem fiquei dolorida. Será que não está fazendo efeito?”.

Não é bem assim. Ficar dolorido nem sempre é um sinal de que o treino foi eficiente. A dor sentida algumas horas após o treino e mais ainda nos dias seguintes, chamada de dor muscular tardia – DMT, é uma resposta inflamatória que comumente acomete alunos iniciantes (devido ao nível de aptidão física), podendo ser causada também pelo tipo do exercício utilizado ou pela má execução de movimentos, além da aplicação incoerente da intensidade no treino.

Se você não sentir nenhuma dorzinha no dia seguinte não fique encucada; sua estrutura musculoesquelética pode está bem preparada para aquela intensidade e conseguiu vencer o desafio sem maiores danos, preservando a região que envolveu o exercício, os músculos e suas microestruturas (o sarcolema, por exemplo).

Ainda é possível ter ocorrido que sua sessão de treino previa intencionalmente um volume e/ou intensidade mais baixos, abaixo inclusive da intensidade que causaria uma quebra maior de microestruturas. Isso é totalmente possível e dentro do previsto.

Mas, se a dor apareceu, o que fazer?

1. Primeiro você não precisa parar de treinar até que ela desapareça. Converse com o seu treinador, há várias estratégias, dentre elas opções de aulas coletivas (excelentes para estes casos por nivelar todos num condicionamento físico moderado) que você poderá realizar ou até mesmo mudar a sessão do treino (variável aguda do microciclo, segundo o treinamento desportivo esta manobra é utilizada em muitas situações inclusive nestes casos) para que você se adapte melhor e não sofra tanto.

2. Segundo é não se automedicar com anti-inflamatórios. O uso de medicamentos pode inibir enzimas diretamente ligadas à síntese proteica e a recuperação natural dos tecidos, retardando um processo natural do próprio organismo em se adaptar pra vencer futuros treinos intensos. Sem mencionar que esse duelo momentâneo do corpo para se recuperar, é responsável pelo aumento da taxa do metabolismo basal, fator de grande importância para o emagrecimento.

3. Terceiro, a aplicação de gelo no local da dor ajuda muito a reduzir o incômodo e é um excelente mecanismo anti-inflamatório natural.

UNICO mais importante é que você não deixe de se cuidar. Não permita que a primeira dorzinha seja fator inibidor do cuidado com a sua saúde. Até porque seu corpo também doerá e inflamará caso você não dê pra ele movimento, alimentos de qualidade e repouso.

Bom treino a todos!

Jéfter Campos, Coordenador Geral da Equipe Técnica e Sócio-diretor da Unic.

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