Mãe de quatro

quatro crianças 2

Estou deitada, exaurida, após um dia absolutamente normal, quando #aos 12 entra no quarto para contar como foi o aniversário do primo. Fala que encontrou com o Souza, mas que não quis tirar foto com ele; que o irmão caiu na pista de boliche… Tudo ia muito bem até que:

– Tia Bia, quando vocês falam em ter um bebê, quem é que tem mais vontade, você ou o papai?

– Depende. Às vezes, sou eu; às vezes, seu pai; às vezes, os dois…

– Às vezes nenhum dos dois?

– Isso. Quando estou muito cansada, como hoje, três é mais do que suficiente.

– Mas e quando estamos todos juntos, num sábado em que a Ana não faltou e que a Vivi não está com asma, não é muito legal?

– Verdade.

– Aí não dá vontade de ter mais um bebê? Seria tão legal ter mais um irmãozinho.

– Vamos pensar, tá?

Pois é, queridos leitores. Como lidar? “Meu” mais velho não é o mais fofo ever?

Agora estou eu pensando em como seria a vida com quatro crianças (infinitamente mais cansada AND infinitamente mais feliz). Conversarei com o PD3.

Glossário:

– #aos 12: enteado mais velho.

– Dia absolutamente normal: a pessoa, antes da 07:00 a.m., já está no escritório; trabalha, trabalha; leva a filha ao pediatra; trabalha, trabalha; vai ao supermercado; malha; chega atrasada para colocar a filha para dormir; chora, chora; recebe os enteados; compra serve o jantar; toma banho; usa 2936592365927 cremes; deita em berço esplêndido; recebe uma ligação do marido convidando para jantar; declina; dorme.

– Ana: nossa gestora de residência.

– Vivi com asma: pois é. Há dois meses estamos administrando essa faltinha de ar.

– PD3: pai de três, meu doce marido.

– MD4: “mãe” de quatro, futura eu, qualquer dia desses (se Deus quiser).

Beijos,

Bianca.

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