Medo que aconteça alguma coisa

#alouca

Superproteção
Look do dia? Não… Look para a vida!

 

Medo de faltar + medo de sentir falta = humana aflita.

Nada aconteceu. Mas tem dias em que o coração aperta. O detalhe é que não lembro de sentir este tipo de coisa antes de me tornar mãe.

Conversei por horas com uma amiga que não via há tempos e acho que, em algum momento, senti falta da Bianca que eu era quando nos conhecemos, há mais de 10 anos.

Universitária, divertida, totalmente descomprometida… Livre e sem medo que algo acontecesse. Felicidade também não tinha. Pelo menos nada enchesse meu coração como tenho hoje; nada que fizesse o olho chorar de um jeito tão bom.

Eu não gosto de gostar. Porque eu não gosto de precisar. Sempre aceitei precisar do meu pai e da minha mãe, mas hoje preciso de tanta gente! Amo uma quantidade de pessoas que ultrapassa significativamente o planejado. E se o assunto for a filha, então… Minha nossa. Nunca na história deste país achei que pudesse amar AND precisar tanto de uma criatura.

Amar um filho dignamente é impossível. Filho se ama desmedidamente, irracionalmente, desvairadamente e sufocativamente.

Você que está chegando aqui pela primeira vez pode pensar que não tenho vida própria, não tenho fontes de endorfinas, não tenho profissão, não preservo meu casamento, não faço as unhas, não vou ao cinema… Eu faço isso e muito mais. Tecnicamente, sou até uma mamãe descolada e tal.

A questão é que tudo só faz sentido, hoje, porque sou mãe. Ou seja: terceirizei o meu welfare state.

Adjetivo: apavorante.

Humanas sem filhos acharão que preciso sair com o marido e beber alguma coisa. Humanas com filhos entenderão e chorarão comigo, porque esta quantidade imensa de amor assusta, dói e te transforma em outra pessoa (infinitamente mais feliz, mais medrosa e mais boba do que a que te antecedeu).

Beijos,

Bianca.

bianca@naoeamamae.com

Instagram: @blognaoeamamae

No facebook: Blog Não é a Mamãe!

Pra conversar: Grupo de Mães e Madrastas

Comente, compartilhe! :)