Meu filho me bateu

O que fazer?

Bebê lutador

Vitória encontrou uma forma bastante equivocada de lidar com a frustração e a contrariedade, quando o agente frustador/contrariador sou eu: me batendo. Não foi uma nem duas vezes. Já perdi as contas de quantas vezes ela tentou resolver a parada no braço.
Não vou negar que minha vontade (em vários momentos) foi simplesmente bater de volta, para mostrar que dói, que ninguém gosta de apanhar e que ninguém tem o direito de bater. Mas bater é uma forma eficiente de demonstrar para o filho que este mesmo filho não tem o direito de bater em quem quer que seja?
O comportamento não é raro para a idade. Afinal, aos 2 anos e 8 meses autocontrole é coisa pouca. Mas… Como lidar? Eu choro e muito. Fico pensando no que estou fazendo de errado, considerando que a engraçadinha nunca cogitou bater no pai, por exemplo.
Mas aí lembro que sou a mãe; que a minha mensagem pra ela, consciente e inconsciente, é que ela é amada sob qualquer circunstância, inclusive quando me magoa. A todo instante ela testa o limite deste amor.
Fato é que o amor não tem limite, mas a paciência, sim. Quando sinto que a paciência foi embora, meu procedimento padrão é: deixa-la de castigo no quarto dela e sair de cena. Mas agindo assim não estou resolvendo o problema; estou apenas me dando um tempo e lidando com a ideia de que, naquele instante, não sei o que fazer.
Sorte minha que já entendi que mãe não tem que saber o que fazer o tempo todo. Meu coração ainda não encontrou uma forma confortável para lidar com a agressividade da Vivi. Mas tecnicamente já sei por onde começar. Consultei minhas fontes (leia-se: minha terapeuta e alguns livros) e as dicas são as seguintes:
1 – Entenda que a agressividade faz parte do desenvolvimento infantil e que a criança bate quando não consegue se comunicar. Ou seja: seu filho não é um deliquente em potencial porque tentou te estapear; ele está apenas crescendo, tentando ficar independente e não tem idade o suficiente para se controlar.
2 – Mesmo que o comportamento seja compreensível, é inaceitável. Isto tem que ser deixado bem claro para a criança no primeiro episódio. Não espere levar 4 tapas até reagir e deixar bem claro que o comportamento não é permitido.
3 – O comportamento inadequado tem que ter consequências, de preferência sempre as mesmas. Ou seja: rolou tentativa de tabefe, fica de castigo; ou fica sem o brinquedo preferido; ou fica sem ir para o parquinho. Mantendo um padrão, em algum momento (se Odin quiser) seu filho vai entender que sempre que se comportar mal será punido. 
4 – Mantenha a calma (difícil… não vou mentir). Para ensinar seu filho a lidar com a raiva e a frustração você necessariamente tem que saber lidar com a sua raiva e a sua frustração. Você é o exemplo. 
5 – Quando a criança estiver calma, converse sobre o que aconteceu. Pergunte por que bateu, por que ficou tão irritado… Explique que é normal ficar irritado, mas que existem ouras formas de expressar descontentamento. 
6 – Ensine que depois de agredir ele terá que pedir desculpas. No começo certamente o pedido não terá a sinceridade desejada, mas com o tempo se chegará ao verdadeiro sentido do desculpar-se: o arrependimento.
7 – Quando realmente levar um tapinha, pode chorar (mas escondido).
Mais alguma mãe tem tido a sua integridade física ameaçada por um ser humano que mal tem um metro de altura?

Bianca.

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