Os irmãos

Eles se amam, leitores. Minha filha e meus enteados se amam e não estão interessados em saber quem é a mãe de quem.

Vivi dá um chorinho e lá vem o mais novo cantando: “A dona aranha subiu pela parede. Veio a chuva forte e a derrubou. Pow!”.

Sim, essa música cantada pelo irmão tem propriedades terapêuticas e a Vivi simplesmente cala a boca!

Esse mesmo irmãozinho, quando a irmã chega à sala, corre para mudar o canal da TV quando está assistindo a um desenho que tenha violência. Segundo ele, violência é coisa de menino e a irmã não pode presenciar. E sabe como ele chama a irmã?  Lindona do irmão. Não é uma cooooisa, gente?

O mais velho, por sua vez, dedica parte do seu dia à irmã. Entendam: o meu enteado pré-adolescente, que não larga seu iPod (no qual Vivi é o descanso de tela ), não para de jogar no seu XBox e só pensa em futebol, põe tudo isso de lado e curte a irmã. Ele ajuda no banho, nas trocas de fralda, brinca, joga ela prá cima, é lambido, babado, estapeado… E ama!

E mais esta: ontem pela manhã, a Ana (nossa gestora de residência que, graças à Nossa Senhora, voltou a trabalhar) me telefona, perguntando qual a medicação que Vivi deveria tomar. Quem lembrou do remédio? O irmão!

Acordar aos domingos na nossa casa é divino. Divino no sentido de advir de Deus mesmo. Pela manhã nossa cama atinge o máximo da densidade demográfica. Confesso que a confusão de crianças e lençóis poderia começar um pouco mais tarde (porque começa às 05:00), mas, ainda assim, escrevo sobre isso com um grande sorriso.

A família aumentou; a vida mudou. Estou cada vez mais cansada, cada vez mais feliz.

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E assim, com a autorização do PD3, aprensento a vocês o Mário e o Mateus, meus enteados.

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