Ouça sua filha

Bianca, melhore....

Voltamos à rotina (doméstica, né? porque a de trabalho já era). Depois de vários dias sem horário para dormir, com o cardápio maluco, muito sol e mar, 2015 começou.

Na sua estreia na volta para casa, Vitória não estava a fim de jantar e não jantou. Foi devidamente avisada de que, mesmo que não jantasse, quando fosse dormir não teria leitinho.

Ela explicou que não queria jantar porque queria ROMITAR e esta mãe aqui, em um ataque fail de onisciência, respondeu o seguinte: – A mamãe sabe quando você vai vomitar, filha. Não precisa me dizer isso porque não quer jantar.

Romitar 2

Ela dormiu com fome, acordou sorridente, reclamou porque não tem seu próprio cavalo no Minecraft e… ROMITOU. Dei um pouquinho de água, lavei a boca e o que ela fez de novo? ROMITOU.

Que feio pra mim. Esmiuçando a feiura:

– Achei que conhecia minha filha mais que ela própria;

– Não entendi que ao dizer que queria vomitar, ela me informava que estava indisposta, enjoada…

– Achei que ela não estava falando a verdade, mas se utilizando de um ardil infantil para não jantar.

Numa escala de 0 a 10 na feiura materna, cheguei a 976592592. Podem sentir vergonha alheia… É o caso. Até porque a Vivi como super bem. Se ela não está a fim de comer, pode investigar.

Pais e mães, não sejam Biancas! Pode até fazer bem achar que conhecemos nossos filhos do avesso, mas a verdade é que… Bem… A dura  linda verdade é que eles são seres autônomos, mutantes, crescentes e que dizem o que sentem/querem/precisam. Talvez não de uma forma que a gente entenda de imediato… Por isso, precisamos estar de olhos e corações atentos.

E assim se encerra mais um capítulo da novela “A mãe que não quero ser”. Vou ali me matricular em um curso online de empatia e humildade materna.

Mais uma vez: ouça sua filha /filho!

Beijos,

Bianca.

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