Seu filho não come com você: o que fazer?

(além de sentar e chorar)

Criança que não come

Vivi, aos dois anos e sete meses, tem um amplo repertório alimentar, que vai do bacalhau à galinha à cabidela. Todos os vegetais são bem vindos, exceto melancias. Costumamos brincar dizendo que ela come como um trabalhador da construção civil!

Mas… Esta criança que come de tudo e tem prazer em provar novos alimentos parou de comer com a mãe. Isso mesmo: Vitória passou a comer com todos, menos comigo (tipo aquela música do Dominó – #souvelha).

Há alguns meses estávamos assim, até que hoje, um aprazível sábado, o jogo virou.

Contextualizando… Enquanto trabalho, Vitória fica o dia inteiro com Val, sua querida babá. Embora eu e Mário estabeleçamos diretrizes para a rotina da Vivi, como os cuidados durante o horário comercial são 100% delegados à Val, todos nós temos que ceder.

Exemplos:

– Sempre servi os alimentos separados no prato da Vitória; hoje é comum que ela coma tudo misturadinho;

– Não permito brincar na hora das refeições; ela e Val cantam e dançam durante o almoço;

– Nunca permiti que Vitória ingerisse líquidos durante as refeições; hoje, ela toma uns dois dedinhos de suco.

– Lugar de comer é à mesa; Vivi come ora no chão, ora no sofá, ora no colo…

E o que acontecia? Nos finais de semana, ocasião em que as refeições são feitas comigo e supostamente de acordo com as minhas regras, a criança simplesmente não comia.

Eis que hoje deixei as convicções alimentares maternas de lado. Me sentei no chão com o pratinho dela na mão e com o copinho de suco. A cada duas ou três colheradas, rolava um golinho no suco, um passeio pela sala, um chute na bola, uma montada de lego, uma dançadinha… E ela comeu. E eu quase chorei de alívio.

Prato Vivi
Vivi 1 x 0 Mamãe

Ser mãe é dançar conforme a música e fim de papo. Ter cedido hoje não significa que desisti de restabelecer os hábitos que considero mais adequados. Significa que eu posso pagar um preço por não poder alimenta-la (pago em culpa, como todas as mães que trabalham fora), mas ela não pode ser penalizada pela minha ausência durante a semana e presença no final de semana.

O importante é ser feliz ou ter razão? Hoje, o importante é que ela comeu comigo! Enquanto escrevo, feliz da vida, ela toma mais suco de maracujá.

Beijos,

Bianca.

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