Um parto de cinema – Capítulo II: Vivi nasce quando o pai sai para jantar

Pai não é visita

Chega o pai da criança e, ao tomar pé da situação, os efeitos do álcool desaparecem.

Vitória estava nascendo, com menos de 34 semanas. O que isso significava? Eu nem imaginava.

Recomendo fortemente não deixar que o médico plantonista de qualquer hospital lhe examine internamente, if you know what I mean. Repetindo: recomendo fortemente não deixar que o médico plantonista de qualquer hospital lhe examine internamente. Sendo beeem explícita: é o tal do toque, minha gente.

Além do seu obstetra, rogo para que você tenha um médico amigo/familiar a quem possa recorrer nessas emergências. Eu não tinha.

Fui internada e fiquei QUATRO dias em trabalho de parto. O objetivo era completar 34 semanas de gestação e, só então, permitir que Vitória nascesse. Mas ela insistiu, viu? Senti muita dor, mas me sentia bem. Vai entender, né? Sentia que estava fazendo o melhor prá Vivi, que estava lhe dando mais um pouco da minha vida. Conversei com ela e pedi que esperasse até que seus pulmõeszinhos estivessem prontos. Ela atendeu.

Tive todo o suporte que se pode imaginar durante esses dias: Mário, Sr. Paulo, D. Suely, Beatriz, Romilda, Fabíola, Catarina, Naninha, Ana, Fernanda… Eram tantas visitas e tanta animação que até parecia que estava tudo bem.

Duro era ver o semblante dessa galera ao olhar prá mim. Eles sentiam pena. Eu sei. Por causa da dor, por causa do parto prematuro, por causa da gravidez difícil… Por tudo.

Assim como a internação, o parto foi de emergência.

No final da tarde de uma linda terça-feira, dia 07.02.2012, fui examinada e a médica achou que poderíamos esperar mais 24 horas para o parto. Meu marido foi prá casa jantar, assim como minha irmã e meu pai, que já haviam chegado de viagem.

A querida obstetra, que durante a minha internação me visitou, no mínimo, três vezes por dia (ela é um arraso, gente), resolveu me ver mais uma vez, já de noite. Após um exame básico, cujos detalhes não relatarei, ela disse: chegou a hora, o pezinho dela está saindo. Ela estava em posição pélvica e laçada três vezes, o que inviabilizou (no meu caso) o parto normal.

Enquanto eu telefonava pro meu amado marido, as enfermeiras me preparavam e, quando ele chegou, eu já estava na sala de cirurgia.

Ou seja: papais têm o direito de acompanhar o parto, mas não tem o direito de ir jantar.

Beijos,

Bianca.

bianca@naoeamamae.com

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*TO BE CONTINUED*

UTILIDADE PÚBLICA

Procedimento recomendado para a grávida internada e em trabalho de parto:

– Não deixe que o médico plantonista, recém-formado e notoriamente nervoso lhe examine inside;

– Não deixei seu marido ir jantar.

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