Vivi, uma mocinha de dois anos

(coisa linda da mãe)

Aos dois anos é assim: lindeza inclusive ao acordar
Aos dois anos é assim: lindeza toda hora, inclusive ao acordar

 

Ela já tem dois anos! Fala absolutamente tudo, às vezes até com polidez, considerando que pafavô (por favor), xilência (licença) e bigadu (obrigada) fazem parte do seu vocabulário; toma água no copo sem tampinha; tem quase todos os dentes; fica paradinha para ter as unhas cortadas e o cabelo penteado (quando quer); canta, dança e toca bateria.

Não fossem as fraldas e aquela voz deliciosa que lembra a de um bebê, conseguiria entrar no cinema para assistir filmes para maiores de 5 anos, considerando seu alto grau de desenroladez.. Certeza.

Terror da vizinhança
Terror da vizinhança

Depois da admissão em Juilliard que entrou na escolinha, além de cantar músicas que não ensinei, de dizer “poxa vida” e de “noooooxa!” ser a sua principal interjeição para denotar surpresa, virou outra criança. Aliás… Deixou de ser a nossa bebê para ser criança.

Ela amou a escola. Eu também. Médio. Não pela escola, mas pelo que representou. É como se ela tivesse nascido para um mundo só dela. Eu até faço parte desse mundo novo, mas como coadjuvante, observadora e apoiadora. Mãe é bicho besta e ambivalente. Fica feliz porque a filha está feliz, deu show de desenvoltura na adaptação escolar e está holisticamente saudável. Mas, ao mesmo tempo, sente falta daquela coisinha pequena, cheirosa e dependente que a filha foi um dia.

Aos dois anos, a criança sabe que é alguém. Ela se entende como indivíduo e tem pouquíssimo controle sobre o que sente. Tudo é muito: felicidade, tristeza, alegria, raiva, satisfação, contrariedade, fome, sono. De repente, fica furiosa e descontrolada. É tipo uma grávida (como a que fui).

Uma fofura: Vivi aprendeu a saltar saindo do chão. Antes o pulinho dela mais parecia um plié. Uma desfofura: desobediência é o seu novo lema. Alguns passeios estão temporariamente suspensos. Aliás, a programação que não é exclusivamente pra ela (um almoço demorado no domingo, por exemplo) está suspensa. Com ou sem motivo (sob a ótima dela, claro), em qualquer lugar, ela grita, se joga no chão, sai correndo… Basta ser contrariada, disciplinada ou apenas estar cansada. Tudo isso faz parte do pacote dos dois anos e a gente administra como pode.

Não, pessoal. Ela não foi presa. São as grades do parquinho de areia da escola  :  )
Não, pessoal. Ela não foi presa. São as grades do parquinho de areia da escola : )

Os ataques da Vitoriazzila são debelados com paciência (sempre que possível), amor e.. Bem… Pequenos castigos. Aos dois anos, já podemos colocar esses inocentes em um local para pensar, por alguns instantes. Resultado mesmo ainda não vi, mas continuo tentando.

Mandando a real: muitas vezes eu simplesmente não sei o que fazer. Aí eu leio sobre o assunto, pesquiso e pego umas dicas com a minha terapeuta. O incrível é que temos em casa dois meninos extremamente polidos, educados por nós. A menina, entretanto, ainda está fora da lei e ainda nem descobrimos qual a lei aplicável.

Ela continua dormindo e comendo muito bem, o que é uma felicidade sem fim. Outra felicidade sem fim: a asma está controlada. Ela continua tendo crises, mas nada comparadas às que tivemos no ano passado. Perdi meu cartão fidelidade vermelho da pediatra: não apareço por lá há mais de 4 meses!!!

Já rolou a identificação com o feminino. Tudo que me vê fazendo, quer fazer. Se passo batom, quer passar; se pinto as unhas, quer pintar; se estou com uma pulseira, quer colocar; como saio de bolsa, quer sair de bolsa. Vou confessar que acho bonitinho mesmo!

Não tive nada disso com os meninos, até porque são meninos. Assim, fico encantada com a menininha e claro que fico imaginando a mulher que ela vai se tornar.

 

Uma coisa é certa: nunca deixará de ser a princesa do meu reino, de vestido rodado e laço imenso.

Bianca.

bianca@naoeamamae.com

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Princesa do reino da mamãe
Princesa do reino da mamãe
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